sábado, 19 de setembro de 2015

40 DIAS DE ORAÇÃO PELA IGREJA PERSEGUIDA. DIA 25 - COMORES

Comores
Apesar da queda constante na Classificação da Perseguição Religiosa nos últimos anos, o relatório deste ano indica que Comores (um arquipélago contendo as ilhas Grande Comores, Anjouan e Moheli) está retrocedendo no que se refere à liberdade religiosa. Vale lembrar que o país já pertenceu à lista dos 10 países que mais perseguem cristãos no mundo, do início da década de 90 até 1998. Porém, nos últimos anos, Comores voltou a crescer na perseguição aos cristãos e à Igreja, afetando, sobretudo os ex-muçulmanos convertidos do islamismo.
Isso se deve ao fato do principal fator de perseguição no país ser o extremismo islâmico, que utiliza da legislação vigente contra o cristianismo. Desde 2009, o islã é considerado a religião do Estado, o que restringe severamente a existência de outras religiões. Além disso, o radicalismo islâmico ganhou adeptos e simpatizantes entre grupos de jovens muçulmanos, líderes religiosos não cristãos e funcionários do governo, causando ainda mais temor e ansiedade entre os cristãos.
A dinâmica de perseguição em Comores indica uma prevalência muito limitada de violência relacionada com a fé. No entanto, um pesquisador de campo da Portas Abertas informou que pelo menos alguns cristãos foram agredidos em público devido a sua fé cristã, posteriormente, causando-lhes danos físicos e emocionais. Além disso, sugere-se que a vigilância liderada pelo governo aos cristãos e suas atividades também aumentou - levando a uma intensificação dos interrogatórios e restrições de viagens de cidadãos que se acredita serem cristãos. O mesmo pesquisador também relatou que os cristãos estão enfrentando problemas no exército. De acordo com o relatório, "Por lei, se alguém se afasta do islã, fatalmente será dispensado do exército e pode até ser condenado à corte marcial." Como resultado, os cristãos no exército têm de manter sua fé em sigilo o quanto for possível.
Última atualização em 7/1/2015


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